But always, if we have faith, a door will open for us, not perhaps one that we ourselves would ever thought of, but one that will ultimately prove good for us."
A. J. Cronin (1896-1981)
Meu Senhor, sabe-se que o Capitão-mor desta Vossa frota amiúde novas tem escrito mas “não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de por mais do que aquilo que vi e me pareceu. E portanto, Senhor, do que hei de falar começo.”
Deste porto seguro, da Nossa ilha de Cipango, hoje, Sábado, sexto dia de Outubro de 2007.
António Rebordão
Post-scriptum: O primeiro parágrafo contem um excerto da Carta de Pero Vaz de Caminha.
“Senhor, posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu.
As Universidades Japonesas formam uma cordilheira montanhosa cuja missão se baseia na busca e na partilha do conhecimento - o pico mais alto chama-se Universidade de Tóquio. Para muitos nativos o sonho de uma vida é escalar até ao cume, os felizes eleitos começam, muito jovens ainda, a preparar-se para tal.MC voltou a mencionar o programa Monbukagakusho. Lembrava-me vagamente de ter visto, no ano passado, cartazes alusivos a esse programa. Pensei para comigo: Japão? Porque não?! Foi assim que aceitei o desafio. Até onde conseguiria chegar?!
A miríade de documentos (traduções, cartas de recomendação, carta de aceitação, analises clínicas, atestado médico, etc.) que a candidatura exigia, fez-me entender que se exigia um verdadeiro espírito Samurai. Obstáculo atrás de obstáculo, foi-me possível, em duas semanas intensas, preparar a candidatura. Depois de uma noite passada em branco e de uma corrida ininterrupta entre o Intendente e o Martim Moniz, 5min antes de terminar o prazo de entrega dos documentos, pingando rios de suor, entrei esbaforido na Embaixada Japonesa com a minha candidatura na mão. Foi assim que tudo começou...