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21/06/06

Há coisas do futebol...

A International House onde moro representa dignamente o conceito de aldeia global. Uma autêntica Babel onde diversos povos socializam e se unem em torno de interesses e valores comuns. Um desses interesses é o desporto e foi assim que, no último Sábado, 1 Holandês, 1 Português, 1 Francês, 1 Egípcio, 1 Inglês, 23 Iranianos, um grupo de Filipinos, de Chineses e de Sul-americanos se juntaram em torno de uma televisão que debitava o jogo Portugal - Irão.

O jogo foi o que se viu mas isso é o menos. O que realmente importa são as pessoas! Dentro do meu pré-conceito e assumindo o risco das generalizações, acredito que na essência dos povos Magrebinos e de alguns dos povos do Médio Oriente existe: a capacidade de socializar; o conceito de familia alargada (em jeito de clã); a preocupação com a higiene; a vontade de partilhar e o gosto por cozinhar bem. Muito mais poderia ser dito mas fiquemos por aqui...

Os meus vizinhos Iranianos permitem-me ir conhecendo um pouco da herança Babilónica. Falam-me de histórias e de lugares exóticos, de comida saborosa e das tristes politicas governamentais. Generosamente paritlham chá, fruta e sorrisos que vão alimentando a minha curiosidade por terras Tunisinas, Libanesas, Marroquinas, Egipcias, Sirias, Iranianas e Turcas.

Post-scriptum: A foto foi extraída de
http://tiomas.no.sapo.pt

22/05/06

Aldeia Global

Em Nikko - Novembro 2005
"Minha aldeia é todo o mundo, Todo o mundo me pertence, Aqui me encontro e confundo, Com gente de todo o mundo, Que a todo o mundo pertence." António Gedeão (1906-1997)

A multiculturalidade rodeia-me e a mente rodopia com tamanha riqueza! Por todo o lado socializo com pessoas de todo o mundo. Uma panóplia de credos, formas de estar, raças e culturas que se diluem por entre o convívio. Fazendo-nos crer que há características intrínsecas comuns aos povos desta aldeia global.

Este encontro de culturas fascina-me e diariamente tento aprender a respeitar, a compreender, a aceitar e a tolerar a diferença. Assim rasgo novos horizontes e conscencializo que a terra é quase esférica. Hoje, quando contemplo os povos Europeus, não penso nas suas assimetrias mas sim naquilo que os une.

Desde que cheguei a Tóquio já conheci "gente de todo o mundo". De alguns não sei o nome mas sei sempre as suas nacionalidades:

Portugal, Espanha, França, Alemanha, Suíça, Itália, Hungria, Polónia, Inglaterra, Finlândia, Suécia, Rússia, Letónia, Ucrânia, Uzbequistão, Cazaquistão, Mongólia, China, Taiwan, Bangladesh, Indonésia, Tailândia, Vietname, Cambodja, Malásia, Austrália, Nova Zelândia, Gana, Moçambique, Tunísia, Irão, Iraque, Turquia, Bulgária, Roménia, Croácia, EUA, Argentina, Colômbia, Chile, El Salvador, México, Canadá, Índia, Paquistão, Brasil, Peru, Venezuela, Egipto, Israel, Chipre, Japão, Nepal, Coreia do Sul, Turquestão, Grécia, Áustria, Uruguai, Moldávia, Holanda, Jamaica, Lituânia, Noruega, Bélgica, República do Palau, República Checa, Jordânia,