Jovens de espelhos na mão mascaram-se diariamente num ritual elaborado. Usando roupas elegantes e sapatos vistosos envolvem-se numa panóplia de cosméticos e de símbolos sociais. Buscam a elegância, a moda e a imagem que lhes permitam encontrar o parceiro que as sustente até ao fim da vida delas. Acessórios humanos que se vendem em troca de uma vida confortável. (Atenção que isto é uma mera opinião pessoal)Em pleno comboio, camadas de base, rímel e batom são meticulosamente renovadas, domesticam-se madeixas de cabelo que teimam em assumir ângulos de 47º em vez dos estéticos 43º e facilmente se detecta uma atenção excessiva com a imagem exterior.
Acima dos 25 anos aumenta a discrição, a elegância, a classe e o poder de compra. Factores que se repercurtem no amplo uso de marcas Italianas e Francesas. Detecta-se então um comportamento social que me intriga: Por terras Japonesas, Louis Vuitton (LV) tornou-se um símbolo de Status. Uma pequena histeria social pois milhares de pessoas passeiam-se com as conhecidas malas castanhas que custam balúrdios (algo entre 500 e 1550 EUR). Há já quem diga, com alguma ironia, que em Tóquio há dois tipos de mulheres - as LV e as NON LV.
Surge a questão. Qual o potencial do interior quando se dá tamanha atenção ao exterior?!