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10/02/08

Os ventos Mongóis

Os ventos Mongóis que fustigam o Sul da China amainam e chegam quase que cândidos a Tóquio mas, mesmo assim, as últimas semanas têm sido polvilhadas por esporádicos momentos branco farinha que me recordam fugazmente os tempos de Erasmus e os Carnavais da infância. Estas fotografias foram tiradas ontem à noite (9 de Fevereiro), a última resultou de uma exposição de 2 segundos.

03/02/08

Divulgação

A manhã deste Domingo veste-se de um branco abundante.

Post-scriptum: A fotografia deixa muito a desejar mas é o melhor que se pode obter a partir do conforto da janela cá de casa.

23/01/06

Memórias de um Inverno distante

Uma das entradas da Universidade (Akamon Gate)

A neve que cai leva-me de volta ao Inverno da Minha Vida, 2001, Finlândia, Oulu (148 Km abaixo da linha do Circulo Polar Artico). Grandioso ERASMUS, que descobertas (interiores/exteriores) me proporcionaste!

As memórias desse Inverno distante são feitas de florestas silenciosas, vestidas de verde e branco; de pessoas bonitas; das noites (quase que) intermináveis; das sempre deslumbrantes Aurora Borialis; de caminhar sobre rios e lagos (gelados claro, pois não nos chamamos JC); do vigor proporcionado pelos -32 graus Celsius e do branco como companheiro diário. E' neste clima inóspito que somos assaltados por uma tão intensa comunhão com a Mãe natureza.

Insólitamente este Sábado nevou em Tóquio. Durante todo o dia as nuvens vestiram a cidade de branco e, por breves momentos, achei-me em Oulu. Contudo, não tardei a detectar o embuste. Faltava a mística e a comunhão escandinava.

Na Universidade surpreendi-me com um Campus inundado de neve e de colegiais. Centenas de jovens jogavam o sonho das suas vidas. Sob o auspício do manto branco que caía do céu faziam os exames de admissão para a selecta Universidade de Tóquio. Que a bonança esteja com todos eles!