Na Universidade de Tóquio vigora o magistocentrismo. O Professor debita, o aluno escuta e ninguém espevita, isto é, ninguém conversa e poucos chegam atrasados. No entanto é permitido dormir, da primeira à última fila, vários alunos dormitam nas mais estranhas posições. Atinge-se o auge nas aulas por vídeo-conferência, em que o Professor, usando tecnologia de ponta, transmite a partir de algures.A interacção professor/aluno é miníma e embora de corpo presente, por vezes, é habitual estar de mente ausente. Uns dormem, outros estão atentos, há quem estude outras disciplinas e há quem se entretenha com os seus computadores portáteis. O mesmo espírito se aplica às 6h de reuniões semanais que tenho no laboratório e os 2 sófas-cama que possuímos confirmam a filosofia.
As bibliotecas e as cantinas também são bons sítios para avistar os meninos que dormem. Mas nada comparável com a destreza dos commuters que, 5 seg após entrarem no comboio, assumem o modo Stand-By. Afinal de contas... organização e optimização são 2 dos pilares do sucesso Nipónico. Pois quando o cansaço aperta e o sono desperta,... não há nada como dormir!
Post scriptum: O Povo Japonês é muito trabalhador e, em Tóquio, os commuters e alguns estudantes passam 3h ou 4h diárias nos transportes públicos. Este texto não pretende desvalorizar ninguém. Todos nós podemos ser vencidos pelo cansaço.


































