10/12/07

14/11/07

O Meu Soutien Hashi

No Japão, China, Coreia e Vietnam comer com hashi (“Pauzinhos”) é prática corrente pois são versáteis, leves e usam-se sem esforço (eu próprio já me converti ao seu uso). Muitos desses hashi são descartáveis e gastam-se aos biliões o que implica o abate/desperdicio de florestas inteiras. Só que, em prol do desenvolvimento sustentável do planeta, a Triumph International, na semana passada, lançou um soutien que pode ajudar a resolver a situação.

Como há quem transporte os seus próprios hashi para não ter de usar os descartáveis e como é chato andar com tanta coisa a Triumph veio com uma ideia revolucionária – um soutien em forma de malga de arroz e malga de sopa com hashi extensiveis incorporados. Agora, para quem usa soutien, já não há desculpa para se esquecerem dos hashi em casa.


06/11/07

Bollywood



Alguns restaurantes Indianos são pequenas ilhas culturais que permitem aos seus clientes viajar sem ter de fazer check-in. Transportam-nos no espaço com comida, fragrâncias exóticas e sorrisos abertos de Nepaleses, Indianos, Bangladeshis e Cingaleses. Os sentidos excitam-se com cores, ritmos e cheiros e, por momentos, esquecemo-nos que estamos no Japão.


Para isto e muito mais, recomenda-se vivamente o restaurante Sultan junto à estação de Nezu (linha Chiyoda). Umas pakoras de entrada seguidas de caril, pão nan, lassi (iogurte com água), chá chay e, nos dias quentes, uma cerveja marca Evereste acompanham na perfeição os vídeo clips rocambolescos e coloridos que nos seduzem enquanto degustamos.

Post-scriptum: Uma vez li que se a vida fosse como Bollywood, seria colorida e cheia de ritmo...

28/10/07

O Estranho Mundo de Tóquio

Na Sexta-feira, no regresso a casa, encontrei um Batman e um travesti alcoolizados à saida da estação. Ontem, algumas partes da cidade acusavam a presença de monstros, mutantes e mascarados e nem o tufão 0709 os demoveu de atemorizar quem encontravam. Hoje de tarde, nas ruas de Sengawa, havia centenas de crianças, pais e curiosos mascarados de abóboras, bruxas e assassinos em série.

Embora o Halloween seja no dia 31, por conveniência (aqui nestas bandas) comemora-se no Sábado anterior. Além disso, atendendo aos seus trajes, parece que algumas pessoas confundem o Halloween com o Carnaval... (mas o que interessa é que se divirtam)

20/10/07

32

Hoje, Domingo, o escriba deste blog faz 32 anos e este Senhor, se estivesse vivo, teria 65 anos.

Em nome da "ciência"

Há quem proteja as amigas baleias mas também há quem as cace em nome da “ciência”. E é assim que, desde 1987, no âmbito de um "programa científico", o Japão mata 800 ou 900 baleias por ano. Embora sejam mundialmente repudiados, defendem o acto com argumentos flácidos. Mais informação em 1 e 2.

18/10/07

Apanhados XIV

Um coração Moçambicano, grande e generoso - Shibuya, Tóquio - Março 2007

15/10/07

A Esposa que Lançava Gases

No Japão, algumas lendas e contos para crianças cativam pela sua beleza (ex. Tanabata) mas outras é por serem estranhas (ex: a criança que cresceu dentro de um pêssego (Momotaro) ou "A Esposa que Lançava Gases" (The Farting Wife)).

Reza a história que, numa pequena aldeia, havia uma esposa perfeita - cozinhava bem, limpava bem a casa, era meiga e querida. Mas, como no melhor pano também cai a nódoa, ela libertava muitos gases. Sentindo-se culpada e em continência rectal há já algum tempo, confidenciou isso à sogra que lhe disse, "If you want to fart, fart," she says. "A fart's only a fart. Everyone farts. Why shouldn't you fart?" e, logo a seguir, a sogra foi projectada pelos ares. Consecutivamente o marido resolveu devolve-la à família mas, no caminho, com o poder dos seus gases, ela ajudou uns mercadores a colher as pêras de uma árvore. Isso fez o marido dela rico e reconhecer o amor que eles tinham um pelo outro. Construiram um quarto insonorizado e viveram felizes para sempre...

"A esposa que lançava gases" foi traduzida para Inglês. Podem-na ler clicando nos ficheiros aqui ao lado e/ou ouvir um excerto da mesma no vídeo.

As imagens e o texto em que me baseio encontram-se em AnEnglishManInOsaka

14/10/07

Apanhados XIII

Um sorriso Vietnamita, afável e honesto - em Nokogiriyama, Japão - 05/2007
Um olhar Húngaro, arguto e observador - em Nokogiriyama, Japão - 05/2007

08/10/07

Fui à floresta

Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Queria viver profundamente e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida. Sem descobrir, ao morrer, que não havia vivido.

Henry David Thoreau (1817 - 1962)

07/10/07

José Manuel

Numa globalidade galopante, por vezes, surge o problema da identidade - o Homem desenraizado, solitário e triste. Nesse contexto, se não sabemos quem somos, talvez se possa ter a ilusão de que é possível escolher livremente a nossa identidade.

Aqui vos deixo um falso documentário sobre o José Manuel.

06/10/07

A viagem

Lisboa, Dezembro de 2006
Há coisa de uma hora, li numa montra de Roppongi que a vida é uma viagem...

A Carta II

Meu Senhor, sabe-se que o Capitão-mor desta Vossa frota amiúde novas tem escrito mas “não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de por mais do que aquilo que vi e me pareceu. E portanto, Senhor, do que hei de falar começo.”

Chegamos a esta Vossa terra nova, como Vossa Alteza sabe, dois anos atrás no dia 6 de Outubro do ano de 2005. Desde então, muitas cosas se acharam e a acalmia por aqui nos tem mantido. Alguns nos têm seguido e, como me é dado ver e parecer, bem-vindo sejam aqueles que vêm por bem. O senhor feudal desta ilha continua a olhar-nos de feição e terras, pão, vinho, mulheres e cartas régias nos têm sido dadas e, quando as monções sopram a favor, lá vamos bolinando pelos mares destas ilhas. Aos poucos o novo idioma se entranha e os nativos se aproximam sem temor. Novas plantas, animais e produtos se acharam mas, por estranho que soe, muitas dessas plantas e animais também se acham em Portugal (diz-se que fruto de migrações de tempos idos). As oportunidades continuam a borbulhar e, se há as que se perdem, também há as que se agarram. Este seu servo quase de tudo tenta aprender e, agora que o Inverno se avizinha, por aqui iremos fundear com a graça do Senhor.

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste porto seguro, da Nossa ilha de Cipango, hoje, Sábado, sexto dia de Outubro de 2007.

António Rebordão

Post-scriptum: O primeiro parágrafo contem um excerto da Carta de Pero Vaz de Caminha.