21/02/08

Estação do calor

Algum do melhor jornalismo de viagem que tenho lido nos últimos tempos mora na Estação do calor. Zarparam há 49 dias. Três homens e um Falcon a caminho do fim do mundo. Por coincidência, o Nuno Brilhante também para la pedala...

"Isto não é uma viagem. É um encontro. É a forma de tomar o pulso ao nosso planeta, de perceber como sofre esta região, como ela nos afecta inevitavelmente, nós, humanidade. É uma viagem até ao fim do mundo, com início na cidade de Buenos Aires, Argentina, através da Patagónia, rumo a El Calafate até Ushuaia, no
fim de qualquer coisa, com saída para a Antárctida, terra de ninguém, de cientistas e pinguins, reduto ecológico à beira de não ser protegido. Serve este caminho para mostrar o que há de errado com o Homem quando se serve dos seus recursos naturais para os esgotar, aniquilando-se lentamente, ou nem por isso." (...)
Fotografia e texto extraídos de Estação do calor

Até onde vais com 1000 EUR?

Um duo de Portugueses quer fazer o Lisboa - Dakar de bicicleta gastando apenas 1000 EUR. Sairam hoje de Lisboa. Que os ventos lhes soprem de feição.

19/02/08

Sem dó nem piedade

Numa das várias festas do laboratório o Professor Hirose sovou sem dó nem piedade o Dr. Asakawa. A interface foi o jogo de boxe da consola Wii que vem incluido no pacote Wii sports.

Post-scriptum:
Assim é o meu Professor. Um peso pesado no mundo da ciência.

17/02/08

Iron Maiden no Japão

Os Iron Maiden são um dos ícones do heavy metal. Criaram uma marca própria que une várias gerações (dos 15 aos 60 anos) e misturam sabiamente coreografias épicas com energia e tecnicismo. Ao vivo são uma máquina oleada que não deixa ninguém indiferente e que traduz a experiência acumulada ao longo de 32 anos de carreira. Embora desde 1992 façam "mais do mesmo", a sua evolução técnica e as constantes tournées mantêm a chama acesa e saciam os fans.

Tóquio costuma ser palco regular das suas tournées e esta última (Somewhere back in time) passou por aqui nos dias 15 e 16 e, mesmo com o cartaz limitado aos Iron Maiden e com bilhetes a 60 EUR, os fans compareceram em força. Os Iron Maiden revisitaram os seus grandes hinos e presentearam os presentes com 2h de uma actuação musculada à qual o público aderiu entusiasticamente – cantando (sabiam as letras todas), pulando e com doses massivas de headbanging. Definitivamente o Eddie está vivo e de boa saúde!

Estas fotografias não têm qualquer tipo de pós processamento. Apenas usei o modo manual da máquina e demorei meio concerto até encontrar os parâmetros ideais.

14/02/08

Bem Haja

My sincere thanks go to Professor Keikichi Hirose and Dr. Md. Khademul Islam Molla for their generosity in providing me with ideas, comments, suggestions, constant support and materials.

I acknowledge the University of Tokyo and the Japanese Ministry of Education for their precious support and, last but not least, I want to express my deepest gratitude to my family and friends because life without them would be meaningless.

12/02/08

Apanhados XV

À saída de um dos refeitórios, Universidade de Tóquio - 7 de Fevereiro de 2008
Saindo da cantina ele faz-se à neve sem medo. Qui audet adipiscitur.

10/02/08

Os ventos Mongóis

Os ventos Mongóis que fustigam o Sul da China amainam e chegam quase que cândidos a Tóquio mas, mesmo assim, as últimas semanas têm sido polvilhadas por esporádicos momentos branco farinha que me recordam fugazmente os tempos de Erasmus e os Carnavais da infância. Estas fotografias foram tiradas ontem à noite (9 de Fevereiro), a última resultou de uma exposição de 2 segundos.

03/02/08

Divulgação

A manhã deste Domingo veste-se de um branco abundante.

Post-scriptum: A fotografia deixa muito a desejar mas é o melhor que se pode obter a partir do conforto da janela cá de casa.

29/01/08

Há sempre espaço para + um (parte II)

A rede de transportes de Tóquio transpira energia, eficiência, pontualidade e higiene. Um polvo monstruoso que espalha tentáculos gigantes nos quais multidões circulam incessantemente de um lado para o outro (só na estação de Shinjuko são 3.31 milhões diários).

A hora de ponta, amada por uns e odiada por outros, é um ritual mecanizado das massas que, ao sabor das chegadas dos comboios e em espamos repetitivos, enchem as estações de formigas humanas num fervilhar constante que culmina nos comboios da meia-noite (lotados 3 ou 4 vezes acima da capacidade máxima recomendada). Nestas ocasiões, entrar no comboio/metro é uma técnica elaborada em que físico e espírito trabalham juntos. Imbuídos numa espiritualidade Zen, desligamos-nos do corpo para que este fique fluido e ai será possível entrar e ocupar algumas áreas vazias (mesmo quando estas quase não são continuas).

Escrever e-mails em ombros vizinhos, ler junto a peitos estranhos e um mar de gente que sai do comboio ao abrir das portas depressa se torna parte do quotidiano. O saber movimentar-se dentro da estação também se aprende com o passar do tempo e isso permite-nos aproveitar o ímpeto e a direcção da multidão já que, por vezes, perde-se um comboio por uma questão de segundos (o que implica esperar 3, 5 ou 7 minutos). Parar e/ou entrar em contra-mão implica emoções fortes e fica sempre bem facilitar os últimos metros daqueles que estão dispostos a saltar para uma porta de comboio quando esta se está a fechar.

Post-scriptum: às 21h os comboios estão calmos, como podem observar nas fotografias, pois a hora de ponta já passou. Na hora de ponta, ai sim, é necessário que as pessoas viajem compactadas e é nessas alturas que os empregados da estação, de luva branca, nos ajudam a entrar e até nos fecham a porta...

O supra-sumo da experiência é o Expresso da Meia Noite às Sextas e Sábados, mas é difícil descrever tamanha surrealidade. [1][2]

21/01/08

Recomenda-se

Um desejo que ficou por consumar foi o de ser músico. Ter visto Once avivou esse sentimento e a esperança de o ser.

Num servidor ou cinema perto de si.

18/01/08

...

Socialização, festas de fim-de-ano e de pré-natal, intensidade, volúpia, prendas, confusão, despedidas, voo KL862 + KL1697, Olá Lisboa, família, consumismo, pasteis-de-nata, Olá Covilhã, família, socialização, queijo, olhar para dentro, azeitonas, Guarda, consumismo, prendas, Natal, Lisboa, Nicole, reencontros, Olá Gardunha, fim-de-ano, Até Já Portugal, Olá Amesterdão, "as mesmas montras, clima e aborrecimento de sempre", Rijskmuseum, Museu Van Gogh, Olá Tóquio, Aiko, socialização, Sushi, artigos para NCSP'08 e ASJ 2008, volúpia, deadlines sem fim mas Austrália à vista...

10/12/07

14/11/07

O Meu Soutien Hashi

No Japão, China, Coreia e Vietnam comer com hashi (“Pauzinhos”) é prática corrente pois são versáteis, leves e usam-se sem esforço (eu próprio já me converti ao seu uso). Muitos desses hashi são descartáveis e gastam-se aos biliões o que implica o abate/desperdicio de florestas inteiras. Só que, em prol do desenvolvimento sustentável do planeta, a Triumph International, na semana passada, lançou um soutien que pode ajudar a resolver a situação.

Como há quem transporte os seus próprios hashi para não ter de usar os descartáveis e como é chato andar com tanta coisa a Triumph veio com uma ideia revolucionária – um soutien em forma de malga de arroz e malga de sopa com hashi extensiveis incorporados. Agora, para quem usa soutien, já não há desculpa para se esquecerem dos hashi em casa.