03/12/08
29/11/08
Kakadu National Park
Com 20 mil Km quadrados, 40 mil anos de presença humana e um sem fim de espécies animais, o Parque Nacional de Kakadu está a 171 Km SE de Darwin. É património mundial da humanidade e está às portas da enigmática Arnhem Land, um dos bastiões/reservas aborígenes que, reza o guia da LP, é ligeiramente maior do que Portugal e tem pouco mais do que 16 mil habitantes. É por estas imediações que se encontram paisagens de espantar que evolvem dramaticamente por entre o desfilar anual das duas estações (época da chuva e época seca). Um contraste e uma biodiversidade que não deixam ninguém indiferente.Há muito para ver e sentir em Kakadu mas realça-se a pouca presença humana (mas com 40 mil anos de história), as pinturas rupestres, os crocodilos pouco amistosos e os pássaros coloridos, as maiores tempestades de relâmpagos do mundo (que cobrem o céu de uma ponta a outra em ondas sucessivas) e os 3.5 milhões de gansos de Kakadu que todos os dias, ao anoitecer e ao amanhecer, migram das zonas onde se alimentam para as zonas onde pernoitam. Milhares de bandos em formação V que enchem os céus num espectáculo grandioso.





23/11/08
Também para homem
O Japão há já muito tempo que nos habituou a produtos estranhos e inovadores. Uns têm sucesso e outros não mas à conta disso são a 2ª potência mundial...
Neste exemplo apenas foi necessário mudar o público-alvo. Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso?! Ou seja, independentemente de parecerem estranhas, há ideias que geram dinheiro (que o diga o Galo de Barcelos).
07/11/08
Litchfield National Park
No parque nacional de Litchfield, onde 15 pessoas juntas nos parecem uma multidão, é possível acampar à beira de ribeiros cristalinos sem ter vizinhos por perto, cozinhar a lenha e tomar banho numa das várias cascatas/ribeiros. Esta região foi explorada em 1856 pelos primeiros Europeus e, logo de seguida, começaram as explorações mineiras e as fazendas de gado. Os mosquitos e as chuvas torrenciais não foram fáceis de domar (ainda hoje atormentam os incautos) e as térmitas são donas e senhoras da terra já que, por todo o lado, há termiteiras apontadas ao céu. Podem chegar aos 13 metros de altura e são feitas com excremento e saliva. Algumas são redondas em formato de catedral gótica e outras são espalmadas e planas (as termiteiras magnéticas), em que a parte espalmada está orientada para Norte/Sul para reduzir a superfície exposta ao sol (que é a parte Este/Oeste). São arranha-céus da vida animal com refrigeração natural!

26/10/08
Danmara

Dunmara é uma casa à beira da Stuart Highway e passaria incógnita se não fosse a única casa ao longo de muitos Km (Katherine está 314 Km a Norte e Elliot 100 Km a Sul). Também vende gasolina e tem um restaurante, cabine telefónica, bar, motel e parque de campismo. Foi aqui que pernoitámos e, embora já estivéssemos habituados a que os mosquitos averiguassem o nosso tipo de sangue, não deixou de ser estranho ter, enquanto lavávamos a loiça, a companhia de sapos-cururu, osgas, uma râ verde e uma cobra e, ao acordar, ver vacas e centenas de papagaios no campo em frente. E como se isto não bastasse, vários corvos irritantes e dezenas de pássaros do tamanho de estorninhos estavam interessadíssimos no nosso pequeno-almoço. A natureza é bonita!



25/10/08
David Clément
O David saiu há 2 anos da Suiça e, após pedalar meio-mundo, encontramos-nos e acampámos 100 Km a Oeste da povoação mais próxima (Alice Springs). Nesse dia partilhámos o jantar seguido de um chai e dispensamos-lhe água para que, no dia seguinte, conseguisse chegar ao posto de abastecimento de água (Glen Elen) mais próximo (50 Km). O plano dele era chegar a Adelaide (3035Km para fazer o Norte-Sul da Austrália) e fazer um pequeno desvio de 400 Km para ver Uluru. E após pedalar um pouco pela Nova Zelândia talvez regresse à Suiça para preparar a próxima andança. Tem 32 anos e de vez em quando escreve em http://davidclement.top-depart.com.


Itinerário do David até 07/10/2008
22/10/08
19/10/08
Mataranka

À medida que se avança para Norte o deserto fica para trás e é em Mataranka que esse contraste é óbvio. Alguma da água das chuvas que cai a 2000 Km de distância em Queensland é filtrada pelos canais aquíferos e surge em Mataranka alimentando um oásis luxuriante de águas termais e centenas de palmeiras. Essas palmeiras alojam uma colónia de 200 mil morcegos Pteropos (os maiores do mundo, conhecidos como Raposas-voadoras). De dia estão pendurados nas palmeiras e ao anoitecer fazem-se à vida em bandos que preenchem o céu com milhares de pontos negros em voo errático.Post-scriptum: Após 2 semanas e meia de paisagens desoladas; escassez de água, de vegetação e de verde, chegar a Mataranka foi um perturbador choque paisagístico, uma quebra do quotidiano. Mas com os banhos de água quente lá conseguimos recuperar...
18/10/08
Estou de volta!
Regressei hoje!Deixo-vos um balanço em números:
1) 26 mil Km (20500 Km de avião, 4200 Km de jipe, 735 Km de autocarro e 525 Km de comboio-bala);
2) 7 aviões, 3 autocarros, vários ferries e metro, 1 comboio-bala e 1 Toyota Land Cruiser;
3) 2 noites num aeroporto, 2 noites num avião, 9 noites em casa de amigos, 5 noites em hostel, 1 noite num autocarro e 20 noites de campismo (algumas vezes selvagem);
4) 3 pneus que explodiram (4 se contarmos com o que explodiu alguns dias antes da minha chegada);
Explora o mapa!
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| 2008/09&10 - Australia |






