22/09/06

Apanhados IX

Bancada de peixe em Chinatown, Bangkok, Tailândia - Agosto 2006
Uma realidade desconhecida envolve-nos enquanto deambulamos pela Chinatown de Bangkok. Num labirinto de ruelas sobrelotadas um peixe anónimo quase que passava despercebido por entre a multidão se não fosse pela cor, posição ou imprevisibilidade do encontro.

21/09/06

Apanhados VIII

Ta Prohm, Angkor, Cambodja - Agosto 2006
A mãe natureza será sempre a vencedora...

20/09/06

Tradições Karen Padaung

Noroeste Tailândes, Agosto 2006
Os Karen Padaung são uma das tribos que, há 60 anos, fugindo da guerra na antiga Birmânia, procuraram refúgio nas montanhas do Noroeste Tailândes. Vivendo em aldeias sem electricidade e água corrente dedicam-se à tecelagem, cultivam arroz, recolhem mel e vivem do turismo preservando, na medida do possível, o seu modo de vida milenar.

Devido a acção missionária muitos deles são Cristãos e as suas mulheres-girafas são conhecidas por este mundo fora. Desde tenra idade (5 anos) as mulheres colocam anéis em torno do pescoço distorcendo o mesmo. Os anéis exercem pressão nos trapézios e estes ocultam-se por baixo da clavícula. A somar a isso, as vertebras do pescoço, devido à pressão constante, assumem ângulos de 45º o que resulta num alongamento do pescoço.

Enquanto os homens estão no campo as mulheres e as crianças vendem souvenirs e deixam-se fotografar. E na eventualidade de tirarem os anéis não morrem, apenas abandonam o seu ganha pão.

18/09/06

Apanhados VII

A guerra civil e a politica descabida dos Khmers Vermelhos deixaram uma herança pesada. Num pais corroído pela pobreza e pela corrupção, 35% das pessoas sobrevivem com menos de 1$ diários e a falta de infraestructuras revela um pais terceiro-mundista.

Esta fotografia capta um dos Homens que ganham a vida puxando carros-de-carga na fronteira Cambodja-Tailândia. Dando prioridade a um companheiro, parou por beves momentos a dureza do seu fado diário. Ao fundo, encontra-se o carro de um Tailândes abastado que provavelmente veio visitar os casinos de Poipet...

16/09/06

Apanhados VI

A breves passos do imponente templo de Angkor Wat (Cambodja) captei a minha Dulcineia envolvida no deus Sol.

Em Angkor história e devoção estão presentes a cada olhar. As forças da natureza extravasam-nos e assim reconhecemos a nossa insignificância perante o todo.

13/09/06

Apanhados V

Banca de documentos falsos em Khao San Road (Bangkok, Tailândia)

Khao San Road está no epicentro da cultura backpacker de Bangkok (Tailândia), onde podemos encontrar uma vasta oferta de serviços que não se esgota na vulgar hotelaria, na restauração ou no entretenimento. Qualquer recanto de rua serve de escaparate a serviços e produtos, segundo a velha máxima de que onde há procura, nascerá forçosamente oferta. Numa ofensiva comercial de alta competitividade atropelam-se pelas ruas vendedores, artistas, taxistas Tuk Tuk e outros jovens empreendedores como o que se pode observar na fotografia. O seu negócio?! A falsificação de documentos (cartas de condução, acreditações de jornalistas, cartões de estudante ou até mesmo diplomas). Mas como há sempre espaço para a moralidade, parece que ele não se dedica aos passaportes nem à contrafacção de dinheiro.

12/09/06

A Glimpse of Japan V1.1

A versão 1.1 de 'A glimpse of Japan' já está online. Foram adicionadas duas novas galerias (Cambodia I e Thailand II) e houve alterações em 'People, Youth Culture'.

11/09/06

Apanhados IV

O homem que conduz o arado nos arrozais Cambodjanos, Agosto 2006

Viajar de mente aberta, sem o stress de termos os dias contados e por trilhos não turisticos permite-nos sentir outras realidades. Realidades essas que nos mostram a diversidade cultural, étnica, geográfica, religiosa e económica que impera neste fascinante planeta e que, à medida que se encontra, nos dá a entender que o seu limite converge para infinito.

As preocupações do agricultor que conduz o arado nos arrozais Cambodjanos talvez sejam as mesmas que os seus congéneres de todo o mundo, possivelmente adaptadas ao seu ambiente e aos meios à sua disposição. Talvez o velho mote a vir ao de cima, "todos diferentes e todos iguais".... (diferentes no rótulo e semelhantes na essência).

10/09/06

Aviso à população

Os menos atentos talvez ainda não tenham reparado que finalmente foi escrito o texto "Quando a humidade dispara". Encontram-no 3 textos abaixo deste.

Apanhados III

Transporte de gado no Cambodja, Agosto 2006

Consoante o tamanho as motorizadas transportam 1 porco, 2 porcos ou mesmo 3 porcos. Vivos e de patas em riste eles vão a caminho de algures!

As motorizadas são autênticas bestas de carga: galinhas, bicicletas, porcos, atrelados com bidons de água,
leitões, estátuas de Budas ou 5 pessoas numa mota. A versatilidade dos Khmers surpreende e há quem diga que o desenrascado MacGyver era Cambodjano.

A cada olhar nos surpreendemos e aquilo que é estranho deixa de o ser. Assim é o Cambodja!

O próximo capítulo,
"No Reino da Kampuchea", brevemente num monitor perto de si. Estejam atentos!

O blog Abrupto do José Pacheco Pereira publicou-me a fotografia no dia 12.09.2006

03/08/06

Andanças Asiáticas

Avisa-se a população que este blog estará inactivo até dia 2 de Setembro.

Decidi embalar a trouxa e zarpar para sul.

Se sobreviver haverá Cambodja e Tailândia para todos vós.

Ave Mundi Luminar!

Quando a humidade dispara

Apesar dos moderados 28º C, os elevados níveis de humidade desta ilha de Cipango, fazem-nos suar em bica.

Várias são as formas de sobreviver: enquanto os mais afortunados frequentam praias apinhadas (os realmente felizardos viajam para fora), os outros passeiam-se com uma pequena toalha com que enxugam o suor e fazem por frequentar locais que possuam ar condicionado, que se torna uma necessidade básica, especialmente durante o sono.

Teme-se abandonar a fresquidão, pois quando o fazemos, envoltos num manto de humidade, o suor cola-se à pele de todos os passos. E ao parar, fechados na intimidade do nosso quarto, os sonhos e memórias de paragens distantes (e secas?) desfilam pelo nosso imaginário e, é nesses momentos, que adivinho em mim o Capitão Willard do Apocalypse Now: imóvel, semi-nú, à espera...

18/07/06

Às 13h50...

Hoje, na aula de base de dados, olhei em meu redor e dediquei-me à estatística:

Local: sala 241 (capacidade para uns 300 alunos)
Hora: 13h50
Nota: Nestas aulas não precisamos de computador, basta lápis, borracha e papel.

Alunos presentes: 51
Alunos a usar PC: 28 (em actividades externas à aula)
Alunos a dormir: 5
Alunos a realizar tarefas externas à aula que não envolvem o uso do PC: 4 (pelo menos...)

Cálculo auxiliar:
51 - 37 = 14

Inferência:
Na melhor das hipóteses, 27,4% dos alunos estavam atentos à aula.

Conclusão:
Mais uma vez o lema de sempre... corpo presente e mente ausente.

06/07/06

Tanabata

Uma prendada donzela chamada Orihime e o jovem Kengyu viviam nas margens de um grande rio.

Como em tantas outras estórias eles apaixonaram-se intensamente e viviam exclusivamente um para o outro. Com tanto namoro deixaram de lado as tarefas e obrigações diárias e o pai de Orihime (Senhor Celestial) decidiu castigá-los pela sua irresponsabilidade. Foram condenados a viver em margens opostas e apenas podiam encontrar-se uma vez por ano, ao 7º dia do 7º mês lunar.


Nesta lenda Japonesa o grande rio é a Via Láctea e Orihime e Kengyo são as estrelas Vega e Altair, respectivamente. Esta é a lenda que sustenta o festival Tanabata (comemorado desde 755 AD). Crianças e adultos escrevem poemas de amor; desejos de saúde, de prosperidade e de riqueza em papeis coloridos que penduram em altos bambus com que enfeitam parques, ruas e praças.

Post-scriptum:
É fascinante a forma como o Homem interpreta o meio ambiente através dos mitos. Realmente é ao 7º mês lunar que no hemisfério Norte, brilhando intensamente no firmamento e separadas pela Via Láctea, se encontram as estrelas Vega e Altair. Hoje em dia a ciência explica e desmistifica os mistérios que nos rodeiam. Acredita na lógica e na ciência! O mito já não convence!

03/07/06

Hoje é a brincar!

O Japão vibra regularmente ao sabor das placas tectônicas e a sociedade adaptou-se ao risco: As casas constroem-se a pensar nisso (um esqueleto/estrutura de grandes barras de aço confere elasticidade aos edificios) e as pessoas aprendem os procedimentos a seguir.

A regra de ouro é abrir as janelas ou as portas e refugiarmo-nos debaixo de uma mesa com o telemóvel na mão. A primeira assegura uma saída de fuga e a segunda protege-nos da queda de objectos. A seguir apenas nos resta rezar.

As universidades, as empresas e outras intituições, de vez em quando, organizam uma simulação anti-terramoto. Foi assim que o edificio onde trabalho foi palco de um destes acontecimentos. Sob o comando de poderosos altifalantes refugiámo-nos debaixo de mesas e depois disso evacuámos, não o corpo mas sim o edifício. Estava um dia risonho e até deu para socializar um pouco enquanto desciamos as escadas.

Sabemos que as forças da natureza podem causar dor, sofrimento e morte. Se esse dia chegar, que o anjo da guarda nos proteja...

Post scriptum:
Em 1923 o terramoto de Kanto devastou Tóquio, em 1995 foi a vez de Kobe e rezam as estatísticas que 20% dos terramotos mundiais são Japoneses. Em 2005 a tragédia abateu-se sobre Caxemira (Paquistão e India) e em 2004 uma combinação de terramoto com tsunamis varreu o Oceano Índico causando 279 mil mortes.