03/06/06

Louis Vuitton no Japão

Jovens de espelhos na mão mascaram-se diariamente num ritual elaborado. Usando roupas elegantes e sapatos vistosos envolvem-se numa panóplia de cosméticos e de símbolos sociais. Buscam a elegância, a moda e a imagem que lhes permitam encontrar o parceiro que as sustente até ao fim da vida delas. Acessórios humanos que se vendem em troca de uma vida confortável. (Atenção que isto é uma mera opinião pessoal)

Em pleno comboio, camadas de base, rímel e batom são meticulosamente renovadas, domesticam-se madeixas de cabelo que teimam em assumir ângulos de 47º em vez dos estéticos 43º e facilmente se detecta uma atenção excessiva com a imagem exterior.

Acima dos 25 anos aumenta a discrição, a elegância, a classe e o poder de compra. Factores que se repercurtem no amplo uso de marcas Italianas e Francesas. Detecta-se então um comportamento social que me intriga: Por terras Japonesas, Louis Vuitton (LV) tornou-se um símbolo de Status. Uma pequena histeria social pois milhares de pessoas passeiam-se com as conhecidas malas castanhas que custam balúrdios (algo entre 500 e 1550 EUR). Há já quem diga, com alguma ironia, que em Tóquio há dois tipos de mulheres - as LV e as NON LV.

Surge a questão. Qual o potencial do interior quando se dá tamanha atenção ao exterior?!

5 comentários:

Ana Oliveira disse...

Já reparei k os japoneses na casa dos 30 anos cuidam mais da sua aparência.

Daniel disse...

Caro amigo TR, como já falamos em tempos, o mundo das aparências, ou das máscaras como preferires, é levantado por todos. É certo que por uns com mais intensidade. Penso que dar demasiada importância ao supérfluo é apenas uma forma de conscientemente esquecer o essencial.
Prefiro o espírito da humanidade e toda a sua potencial beleza...

Um abraço do outro lado do mundo :)

débora disse...

bm...eu cá acho que por mais que se diga que o importante é o interior da pessoa,infelizmente, liga se muito mais ao exterior...daí maior parte das pessoas dar mais "exercicío" ao exterior em vez de ao interior...mas enfim, o que se ha de fazer...as coisas são assim e não podemos fazer nada...
beijuh esperuh que teja tudo bem ctg!!!

manuela disse...

Pois..vivemos mesmo num mundo de aparências!!Mas..rapidamente o exterior perde valor quando verificamos que não corresponde ao interior.
Beijos

its me disse...

Acredito que tais atitudes consumistas estao de acordo com as expectativas dos fabricantes que criam um tipo de vicio no qual o status desejado dificilmente sera alcancado. Enquanto o valor interior eh realmente minimizado diante dos esforcos despendidos para aquisicao de tais produtos que absorve tanto tempo, energia e dinheiro que poderiam estar a favor de ideais mais substanciais assim como para o desenvolvimento dos proprios talentos.
Porem tenho pra mim que muito do status da marca vem da garantia de qualidade do produto o qual eu muito valorizo,apesar de nao concordar com a postura elitista da mesma.
Quanto ao mundo das aparencias tenho a seguinte opniao: "Nao ha profundidade alguma que nao passe pelo superficial." by my self.