Gitanos, macumbeiros e videntes de todo o mundo... tremam todos! Os Japoneses chegaram (de gravata, luva branca e computador)!
Na Universidade de Tóquio vigora o magistocentrismo. O Professor debita, o aluno escuta e ninguém espevita, isto é, ninguém conversa e poucos chegam atrasados. No entanto é permitido dormir, da primeira à última fila, vários alunos dormitam nas mais estranhas posições. Atinge-se o auge nas aulas por vídeo-conferência, em que o Professor, usando tecnologia de ponta, transmite a partir de algures.
As cerejeiras em flor (Sakura), na sua migração de Sul para Norte, atingiram Tóquio e o branco instalou-se. A beleza efémera da flor é motivo para muita socialização - organizam-se piqueniques e autenticas peregrinações colectivas em busca da flor que enche o olhar (Hanami). Os Media acompanham diariamente o avanço da floração e fazem disso um acontecimento nacional.





O hotel revelou-se uma óptima surpresa. Largamos as bagagens e partimos de novo... Em Silom (uma das zonas centrais da cidade) esperava-nos uma mistura de cheiros e cores; a tentação que habita as ruas de PatPong; os divertidos táxis Tuk Tuk e uma imensidáo de vendedores de rua (fruta, comida, roupa, souvenirs, inutilidades, etc). Recomenda-se negociar os preços, é frequente pedirem até 5 vezes o preço por que estão dispostos a vender, aqui turista é pato!
Há que visitar o templo Emerald e o de Wat Pho e, nos intervalos, beber um coco fresco, embriagar os sentidos com frutas tropicais, deleitar-se com a gastronomia local (tendência para o picante, uso da galinha, do peixe, dos moluscos e dos frutos do mar) e experimentar as famosas massagens Tailandesas.



O regresso a Tóquio é doloroso. Aqui não há as cores fortes e/ou o calor das paisagens tropicais... Mas... assim é a vida! Para me animar, já comecei a planear a próxima expedição (Tailândia e Cambodja - Agosto 2006).
Preenchi uma tarde chuvosa deambulando por Kasumigaseki. Uma zona de escritórios pontuada por salarymen em movimento, alguns templos e cemitérios. Os arranha céus impõem-se e fazem-nos esquecer que os templos precederam a urbanidade actual.
Fonte da purificação num dos templos Xintoístas de Kasumigaseki





As Universidades Japonesas formam uma cordilheira montanhosa cuja missão se baseia na busca e na partilha do conhecimento - o pico mais alto chama-se Universidade de Tóquio. Para muitos nativos o sonho de uma vida é escalar até ao cume, os felizes eleitos começam, muito jovens ainda, a preparar-se para tal.Na hora do lobo (00:00h) os comboios PARAM o seu vaivém, e os noctívagos perguntam-se: Vamos no Expresso da Meia-Noite ou no Comboio da Manhã?
Às Sextas-Feiras e aos Sábados, ao soar a meia-noite, os que escolhem a primeira opção abandonam a lascividade dos neons. Das Mecas do Prazer parte então o Expresso da Meia-Noite. Onde se transgridem os limites da capacidade, e a soma do volume das partes parece superior ao volume do todo. Os corpos quase que se fundem uns nos outros... Misturam-se cheiros, falas, risos e mãos atrevidas, naquele que é o comboio mais ruidoso da semana.
Nos dias de semana o Expresso da Meia-Noite é apenas um comboio de gente exausta e de olhar vazio. Pessoas apáticas de tanta fadiga, e Salarymen (ver nota) alcoolizados que regressam a casa para algumas horas depois fazerem o percurso inverso. E' um bando de gente cansada e calada que nos faz crer que esta cidade cansa...
Post-scriptum: Salarymen é o nome pelo qual são conhecidos os "homens que executam um emprego de colarinho-branco", e que costumam tem a responsabilidade económica do agregado familiar exclusivamente a seu cargo. Vestem-se todos de igual (fato clássico, gravata, cachecol, sobretudo e mala preta), trabalham que se desunham e adormecem facilmente nos comboios.
